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Como usar herbicidas de forma científica?

Nov 12,2021


Nas operações de proteção de plantas, a eficácia de herbicidas Depende não apenas da qualidade do produto, mas, mais importante ainda, da “aplicação precisa”. A seguir, apresenta-se um resumo dos procedimentos operacionais padronizados, que abrangem desde a preparação do solo até a aplicação e a manutenção dos equipamentos:

 Pulverização em campo

1. Preparação do Terreno: Nivelamento e Refinamento

As áreas destinadas à aplicação de herbicidas devem atender aos padrões de serem “niveladas, finas e uniformes”.

Nivelamento: Se o solo apresentar buracos ou grandes torrões de terra, isso resultará em uma distribuição desigual do herbicida líquido, criando “zonas mortas” (áreas não atingidas pelo produto) ou provocando fitotoxicidade localizada.

Requisitos de preparação: Realizar uma aração intensiva e minuciosa para garantir que a camada do solo esteja solta e livre de torrões grandes, criando assim uma superfície de contato uniforme tanto para aplicações por pré‑mistura quanto por pulverização.

2. Mistura e Aplicação: Dupla Uniformidade

Seja aplicando pulverizações líquidas ou espalhando solo tratado com herbicida, a **“uniformidade”** é o fator decisivo que determina o sucesso ou o fracasso do controle de plantas daninhas:

Mistura Uniforme: Utilize o “método de diluição secundária” para garantir que o herbicida esteja completamente dissolvido ou bem homogeneizado em seu meio de transporte.

Aplicação uniforme: É estritamente proibido realizar pulverizações sobrepostas ou deixar áreas sem aplicação, a fim de garantir uma taxa de aplicação constante por unidade de área.

3. Precisão dos Dados: Três Métricas Quantificáveis

Cumprir rigorosamente os requisitos da “Agricultura de Precisão”:

Tempo preciso: Siga rigorosamente o período de aplicação indicado nas instruções do produto (por exemplo, após a semeadura, mas antes da emergência das plantas daninhas, ou durante um estágio específico de desenvolvimento foliar das ervas daninhas).

Dosagem precisa: É estritamente proibido aumentar arbitrariamente a concentração. Por exemplo, ao utilizar difenzoquato a 40% para o controle de aveia‑selvagem, a dosagem deve obedecer rigorosamente à taxa prescrita de 3 quilogramas por hectare.

Área precisa: Verifique com precisão a área efetiva de aplicação para calcular a quantidade exata de herbicida necessária.

4. Resposta Flexível: O Princípio das “Quatro Observações”

Ajuste a estratégia de aplicação de herbicidas com base nas condições dinâmicas do campo:

Observe o estado da cultura: Plântulas fracas ou plântulas que ainda não estabeleceram raízes apresentam baixa tolerância a produtos químicos; portanto, os herbicidas devem ser aplicados com cautela ou evitados nessas áreas.

Observar o status das plantas daninhas: Selecionar herbicidas especificamente adaptados às espécies de plantas daninhas, ao estágio foliar e ao vigor de crescimento presentes no campo.

Observe as condições climáticas: a eficácia dos herbicidas diminui em temperaturas baixas, portanto a dose deve ser, em geral, ajustada no limite superior da faixa recomendada; por outro lado, não aplique herbicidas em dias de ventos fortes ou quando a chuva estiver iminente.

Observe a textura do solo: solos argilosos apresentam forte capacidade de adsorção, portanto pode ser necessária uma dose ligeiramente mais elevada; solos arenosos são suscetíveis à lixiviação, devendo-se reduzir adequadamente a dose; em condições de solo seco, a aplicação de herbicidas geralmente não é recomendada.

5. Ponto Final de Segurança: Cinco Situações em que a Aplicação é Proibida

As operações são estritamente proibidas nas seguintes condições, a fim de prevenir danos causados por herbicidas:

Crescimento fraco das plantas: Não aplicar em mudas fracas ou em plantas que apresentem sinais de doença.

Níveis inadequados de água: Em áreas de arroz irrigado, não aplicar se o nível da água estiver inferior a 3 cm ou se a água submergir as folhas‑coração (pontos de crescimento centrais) das mudas de arroz.

Seca Extrema: Não aplicar se o solo estiver excessivamente seco; nessas condições, o metabolismo das plantas daninhas torna-se mais lento, reduzindo a eficácia do herbicida e aumentando o risco de injúria às plântulas da cultura.

Condições climáticas adversas: Não aplicar se houver orvalho nas folhas, nem imediatamente antes ou após chuvas intensas.

Defeitos do solo: O uso de herbicidas aplicados no solo é estritamente proibido em “campos com infiltração”, ou seja, em arrozais com graves problemas de perda de água por infiltração.

6. Compreensão Aprofundada das Propriedades Físico‑Químicas dos Herbicidas

Os técnicos agrícolas devem compreender plenamente a volatilidade, a estabilidade fotolítica e a persistência no solo (período residual) dos herbicidas que utilizam. A compreensão de se um determinado herbicida é suscetível a reações físico‑químicas constitui condição indispensável para definir a profundidade adequada de aplicação e o método de cobertura do solo.

7. Focalização na "Zona Central"

Defina claramente os alvos principais da aplicação do herbicida:

Herbicidas aplicados no solo: Estes atuam sobre as sementes de plantas daninhas e sobre os brotos jovens que estão prestes a germinar (normalmente antes do estágio de 3 folhas).

Herbicidas aplicados via foliar: Herbicidas como o fomesafen devem ser aplicados durante a fase de crescimento vigoroso da planta daninha, permitindo sua absorção pelas folhas e a subsequente translocação por toda a planta.

8. Gestão Estratégica da Água e do Tempo

Ajuste ao estágio das folhas: por exemplo, o propanil deve ser aplicado quando as plantas daninhas estão no estágio de 2 folhas; em contrapartida, herbicidas como o paraquat e o glifosato são mais eficazes quando aplicados após o desenvolvimento suficiente da cobertura foliar das plantas daninhas.

Gerenciamento do nível da água: Herbicidas como a simetrina e o oxifluorfeno exigem uma camada de água permanente de 4 a 6 cm após a aplicação para garantir sua eficácia; por outro lado, herbicidas como o tiobencarb podem facilmente causar injúria às culturas se aplicados em áreas com água acumulada.

9. Proibição rigorosa da mistura de tanques não autorizada

A mistura indiscriminada de herbicidas pode causar danos às culturas ou a perda total da eficácia:

O propanil nunca deve ser misturado em tanque com pesticidas organofosforados ou carbamatos.

Herbicidas ácidos (por exemplo, MCPA) não devem entrar em contato com pesticidas alcalinos.

10. Limpeza adequada do equipamento de aplicação

Os pulverizadores de herbicidas devem, idealmente, ser utilizados exclusivamente para a aplicação de herbicidas. Se for necessário alterar o pulverizador para aplicar um produto diferente:

Comece realizando um enxágue inicial com água limpa. Em seguida, lave a área repetidamente utilizando uma solução circulante de água com sabão ou uma solução alcalina a 2–3%.

Por fim, enxágue cuidadosamente com água limpa para evitar que resíduos químicos causem danos irreparáveis às culturas subsequentes.

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